Pesquisadores da França e dos Estados Unidos alcançaram um feito histórico no tratamento da cegueira. Com um implante retiniano chamado PRIMA, pessoas idosas que haviam perdido totalmente a visão por degeneração macular voltaram a reconhecer letras, objetos e até ler textos simples. O microdispositivo, mais fino que um fio de cabelo, é colocado sob a retina e funciona em conjunto com óculos de realidade aumentada equipados com câmera.
O sistema capta imagens do ambiente e as converte em sinais luminosos, que o chip transforma em impulsos elétricos direcionados ao cérebro por meio do nervo óptico. Após o procedimento e o treinamento, os voluntários readquiriram a capacidade de identificar rostos, objetos e movimentar-se de forma autônoma.
Embora a resolução ainda seja limitada, os resultados são considerados um avanço inédito. Pela primeira vez, um implante sub-retiniano conseguiu restaurar uma visão funcional e estável em pacientes com perda total da mácula, sem causar rejeição. Os pesquisadores descrevem o feito como o início de uma nova era na neurovisão artificial.